domingo, 29 de junho de 2014

Eu não tenho direito de atrapalhar seu vôo

Há três semanas eu esperava por uma resposta. Há três semanas eu acordava no meio da noite com a esperança de palavras suas. Às vezes eu queria me matar por ter te dito tudo o que eu sentia, e às vezes eu queria te matar por ter me feito sentir aquilo. E por ser tão perfeito, e por amar os pássaros e o mar. E por ser tão livre. Eu, que nunca fui livre. Eu, que fingia ser pássaro para que você gostasse de mim, mas que não passava de uma árvore enraizada.

Agora entendo porquê você gosta de analisar o vôo dos pássaros, e sua liberdade. E porquê hoje eu odeio os pássaros. Você é um pássaro e você foi para longe de mim. Você e sua liberdade e suas asas. Nada por aqui.

Seu vôo longo me deixou sem respostas por três semanas. Suas asas ao vento e eu tentando a todo custo arrancar minhas raízes. Mas as raízes são parte de mim e dói. Eu acho que você não sabe o que é dor.

Eu só queria um veredicto. Eu só queria um atestado. Eu só queria saber que seu vôo era alto demais para que uma árvore como eu, com todos os meus galhos e folhas e peso extra pudesse decolar junto. Você, tão leve. Você, tão alto.

Eu esperava ouvir o veredicto enquanto estivesse na minha cama, na minha casa, pronta para chorar toda a água do meu corpo para fora e, quem sabe, pesar menos. Pronta para que o nó de gravata do meu coração se apertasse e quase me enforcasse, e que eu tivesse tempo de sentir a falta de ar. Eu queria que a notícia chegasse de de madrugada, para que eu tivesse a noite toda para chorar sua morte.

Mas não foi.

Era sexta a feira a noite e eu estava no lugar mais barulhento da cidade. Era um grande dia, e eu precisava sorrir para todos. Dentre abraços falsos e beijos falsos e sorrisos falsos e trabalho falso e gente falsa a única verdade que existe dentro de mim queria explodir quando vi seu nome na tela do meu celular. Você tinha pousado. Ou não.

No momento que vi teu pouso o barulho dos tambores era insuportável. Aquela alegria paga era insuportável demais para mim. Eu não podia ver sua resposta porque tinha que dar atenção às pessoas que, assim como eu, não queriam estar ali. Não é possível que alguém queria estar ali.

O meu coração transbordava e buscava calmaria para contrastar, mas só o que encontrava era gritos e tambores e risos e falsidade. Eu queria chorar. Mas eu tinha que rir. Eu queria gritar, mas ali quem fazia barulho não era eu.

Você me disse o que todos os homens me dizem e que eu tenho certeza que não é verdade. Eu sou uma pessoa incrivelmente incrível, mas sempre para o próximo. Ninguém quer me machucar, mas todos me machucam. Sorte de quem me ganhar. Mas sempre da próxima vez.

Sua liberdade é grande e seu vôo é alto. Eu vi o que você me disse mas eu não podia explodir. O nó na garganta estava quase me sufocando mas eu tinha que escrever sobre política. Eu nunca segurei a angústia por tanto tempo dentro de mim.

Quando enfim pude chorar, quase a lágrima não veio. Você era bom demais para ser verdade. O meu amor ia ficar aqui na minha raiz, enquanto você voava pelo seu céu imenso.


Decidi então seguir os conselhos de Mario Quintana e deixar em paz os passarinhos. Eu não tenho o direito de atrapalhar teu vôo.

sábado, 23 de novembro de 2013

Mundo em pares

É que o mundo é feito pra pares.
Dois lugares,
dois pedaços,
dois pratos,
duas taças.

Ou quatro, seis, oito.

O mundo é feito para pares e de vez em quando quem não tem par simplesmente não cabe.

Não tem espaço pra número ímpar.
De vez em quando, quando todos os pares estão por aí paralelos a si mesmos,
quem é um ponto não pode entrar no plano.

Eu não entendo nada de matemática,
mas sinto quando uma conta está fechada, e um número está sobrando.
Prestes a levar a divisão pras casas decimais
...o que ninguém gosta, na realidade.

sábado, 10 de agosto de 2013

let it be?

E aí me peguei querendo falar de você. Mas não tem mais pra quem. Todos os ouvidos se cansaram de ouvir seu nome, mas minha boca não se cansa de pronunciá-lo. Meu cérebro, que nem parece cérebro de tão burro, fica martelando seu nome e suas lembranças e palavras que se juntam em frases sobre você.
Você. E quem foi você? Um nada. E o que a gente teve? Nada. Algo tão pequeno, tão frágil, tão solúvel se comparado aos romances clássicos e às fotos de instagram dos finais de semana regados a champagne e excesso de doçura dos casais que mostram seu amor online.
Nada. Frágil como um recém-nascido. Uma criança que se cair morre. Um ser que nem tem a cabeça dura. Talvez fosse melhor se continuássemos com a moleira de bebê, ao invés dessa dureza toda, que se estende pelo corpo inteiro.
Sim. Um bebê frágil, pequeno, que não ocupa muito espaço, e pode até passar despercebido pelas multidões. Mas para a mãe, que o gerou, ele é gigante. Requer cuidados, noites acordada, preocupações mil. Ela o gerou e por isso não pode deixar nada acontecer com ele.
Eu gerei essa criança. Essa coisa frágil que foi o nosso relacionamento (?) e agora não consigo deixar ir. Let it be. Let it be. Let it be. Let it be.
Porque é que parece tão fácil pra todo mundo? Porque é que todo mundo tatua essa frase no braço e leva como se fosse um mantra, ou um estilo de vida? Simples: você simplesmente tatua e passa a “let it be” tudo na vida.
E eu, que poderia tatuar essa frase, fico aqui com medo de escrever esse texto e você ler e me achar louca. Sem entender que você não vai ler de jeito nenhum, porque mesmo se você lesse qualquer coisa, você não estaria interessado nos meus textos sobre você.
Porque você não abre meu blog, ou meu facebook, ou qualquer outra página sobre mim. Por mais que eu ainda esteja lá, você passa pelos meus posts como a gente passa pelos posts de pessoas que a gente adiciona no facebook sem saber o porquê. Damos uma lida por cima, sem nem prestar atenção no que ela quer dizer.
Não. Você não vai ler nada. Nem vai me aparecer amanhã e dizer que sentiu minha falta. E se meu celular vibrar, não vai ser você. Não vai. E porque, meu Deus, é tão difícil não deixar o coração acelerar a cada vez que ele vibra, só pra depois sentir aquele nó maldito na garganta quando percebo que na verdade não era você?

Let it be. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cassinos e pseudo-amores

Há mais ou menos dois meses eu fui pra Las Vegas. Passei alguns dias lá, mas não apostei em nenhum cassino. Isso porque eu sei que a casa sempre ganha. Todo mundo sabe disso. E o interessante é que eles não ganham na primeira vez que você aposta. Eles te fazem ganhar algumas vezes, ficar animado, apostar todas as suas fichas e aí... Pronto! Eles pegam todo o seu dinheiro.
E eu comecei a pensar, e entender que não são só os cassinos que são assim. Parece-me que todos os pseudo-amores que tive na vida agiram como um cassino.
É lógico que existem mulheres inteligentes que sabem quanto parar de jogar. Sair quando estão no auge, e assim não deixar a casa ganhar.
E eu já entendi que não sou uma dessas mulheres. Até porque fazer isso seria compactuar com o esquema dos cassinos. E eu, na minha ingenuidade monstra, acho que a casa devia simplesmente dizer: se você continuar apostando, eu vou levar tudo. Se você apostar todas as suas fichas, pode ter certeza que você vai perder e eu vou ali iludir o próximo jogador.
Mas não. Não é assim que funciona. Então, como eu não sou uma mulher inteligente que sabe jogar e compactuar com o esquema, eu aposto. Aposto, devagar, achando que estou no comando. Achando que está tudo sob controle e que, porque eu obviamente sei que a casa sempre ganha, eu não vou apostar todas as minhas fichas.
Aquela história de gente burra querendo ser esperta.
E eu já ouvi tantas histórias. Tantas velhinhas inocentes que perderam casa, carro, se endividaram até o topo nos bingos da vida. Todas muito inteligentes. Todas dizendo que sabem quando parar.
E eu sou mais uma dessas pessoas.
Não, não apostei em nenhum cassino em Vegas. Nunca joguei bingo, loteria, ou qualquer outro jogo em que se diz que a sorte é necessária.
O necessário é saber jogar e eu não sei. E eu sei que não sei, então não jogo.
Mas porque sou tão estúpida nesse outro “cassino”?
Porque não entendo quando vejo que a casa está prestes a ganhar? Porque aposto todas as minhas fichas, e perco toda a minha fortuna?
Sempre sabendo que depois disso ficarei miserável. Dando tapas na minha própria cara morrendo de vergonha daquele ato estúpido.
Então digo pras pessoas que eu sabia o que estava fazendo, que eram fichas falsas, que não apostei nada valioso.
Mas na realidade já perdi todas as fichas que eu poderia comprar com esse monte de sentimento que fica preso dentro de mim, tentando sair de qualquer forma. Pulando e empurrando meu estômago igual naqueles desenhos animados quando alguém engole um animal vivo.
Esse animal gigante dentro de mim que quer sair e agarrar as pessoas e trazê-las pra perto. Maldito animal que me faz comprar e apostar fichas e mais fichas e mais fichas mesmo sabendo que a casa sempre ganha.
E é até engraçado ver que eu pude passar por todos os cassinos iluminados, chamativos e lindos de Las Vegas e não parar em nenhum. Nem pra tentar, porque eu sei que não sei jogar. Mas nos cassinos que são os meus pseudo-amores eu paro, jogo, aposto. Tendo na mente que eu não tenho a mínima ideia do que estou fazendo.

Preciso aprender a  passar reto. Passar reto em qualquer tentativa de pseudo-amor, assim como faço com todas as máquinas de caça-níquel. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Porque?

Só queria entender porque eu coloco tanta água em jarros quebrados. E olho, e eles estão perfeitos.
Pego qualquer fio de esperança e transformo em um oceano de realizações. E qualquer bom dia se transforma em um passeio de mãos dadas num bosque em Paris.
Mas eu nunca viverei isso. Nunca viverei porque não é essa a realidade. Porque você me olhou, e achou que seria legal ficar comigo por um tempo, mas tudo bem se isso não passar de uma aventura.
E como é que as pessoas vivem suportando pequenas aventuras? E quando é que as pessoas passam a querer grandes histórias?
Pouca gente sabe, mas a história de amor de Romeu e Julieta durou apenas quatro dias. E pouca gente nota, mas a história de amor em “Titanic” se passou em apenas três dias. E porque é que a merda da minha história precisa de anos pra se tornar algo real?
Quando foi que as pessoas inventaram a regra de que comigo elas não iam querer nada de incrível?
Porque eu sou incrível. Sensacional. Sou uma pessoa única e maravilhosa. Mas sempre para o próximo da fila.
É como se eu fosse uma torta de chocolate. Incrível, maravilhosa, cheirosa, e aparentemente muito boa. Mas ninguém se atreve a deliciar-se com a torta toda. Pegam um pedaço, dizem “é a melhor torta que eu já comi na vida! Mas acho que já estou farto, vou deixar o resto para outra pessoa”.
Eu, pessoalmente, quando como uma torta de chocolate muito boa, não quero parar. Não entendo essas pessoas que comem tortas de chocolate muito boas e deixam metade para trás.
Na verdade, parece-me que dizem que a torta é incrível só pra agradar o padeiro. Mas convenhamos, se ninguém disser ao padeiro que sua torta está sem açúcar, ou açucarada demais, ele nunca vai mudar a receita.
Esses dias meu amigo me disse que eu talvez seja um bolo sovado. Ou algo do tipo: um bolo que foi feito com a receita certa, mas que por algum motivo acabou errado e sem graça.
Porque é que todas as pessoas ao meu redor querem viver historias de amor? Porque é que todas as pessoas ao meu redor tem quem elas querem, são felizes, amadas, fazem coisas ridículas umas pras outras?
E quem não está vivendo nada disso, não se importa. Simplesmente está satisfeito com a vida que leva, com as festas e amigos e histórias engraçadas.
Quando foi que as pessoas pararam de querer alguém pra esquentar o pé durante a noite? Não. Quando foi que as pessoas pararam de querer meu pé esquentando o delas a noite?
Porque diabos eu tenho que complicar tudo? Porque diabos eu tenho que me preocupar tanto? Porque diabos eu tenho que exagerar tanto? Querer tanto? Sonhar tanto?
Porque eu não vejo grama onde há grama e rosas onde há rosas? Porque eu olho um cacto e vejo um buquê de flores do campo?
Meu Deus, porque é que eu sou a errada por pensar em um futuro? Porque é que eu sou obrigada a pensar apenas no agora?
Porque eu tenho que ouvir, sempre, que eu tenho que partir pra outra? Porque “essa” nunca dá certo?
Porque eu nunca sou suficiente? Porque eu sempre estou na hora errada na vida dos outros?

Porque?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

solidão

Sim, nós nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Alguém por aí disse que os relacionamentos que construímos durante a vida são meras tentativas de fingir que temos companhia quando - na verdade - é só você com você mesmo.
Reclamar de solidão pode parecer inútil olhando deste ponto. Somente reclamar parece inútil, de todos os pontos. Mas é que de vez em quando precisamos falar.
E porque muitas vezes não tem ninguém para te ouvir, você escreve.
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Tentando aliviar os pensamentos que vêem à mente a cada minuto, procuramos alguém pra nos ouvir. E ao ver que ninguém quer te ouvir, percebemos - mais uma vez -  o quanto estamos sozinhos.
Não, ninguém quer uma pessoa triste por perto. Querem sempre amigos legais, pra cima, divertidos. Ninguém quer te ver triste porque pessoas tristes "enchem o saco".
Então é melhor sair, ir pra balada, beber, colocar um lindo sorriso amarelo no rosto e postar fotos no instagram  de como sua vida é bela, mesmo que esteja morrendo por dentro.
É melhor dizer que tudo vai muito bem, obrigada, se não quiser perder uns bons (bons?) amigos.
Ninguém quer assistir suas lágrimas. Ninguém quer estar ao seu lado e ouvir seus soluços. É tão mais agradável o barulho das risadas, dos copos brindando. Tão mais encantador alguém que celebra a vida e passa por cada problema como se não fosse nada, e sempre tem uma frase de autoajuda/ auto-afirmação para espalhar por aí.
Mas não. Existem pessoas que simplesmente vão "envelhecer lendo Maiakóvski na loja de conveniência". Pessoas que vão enxergar o problema do tamanho que ele não é, vão pensar que os moinhos de vento são dragões. E se você (como eu) é uma dessas pessoas, você será sozinho.
Pode até pensar em se sentir querido quando alguém te aconselhar a sorrir mais: mas não se sinta. Isso é só porque gente triste não faz festa. Gente triste não dança. Gente triste não paga rodada de cerveja.
E quando você quiser reclamar da sua solidão: Voilà! Você se encontrará mais sozinho do que nunca.
E quando a vida pesar e você precisar de alguém que simplesmente te ouça e não te mande melhorar: Voilà! A resposta é clara e frequente:

"Procure um psicólogo!"

Mas que maravilha do capitalismo! Pagando, temos alguém para nos ouvir reclamar que não há ninguém para nos ouvir.

domingo, 2 de junho de 2013

Sobre ser especial pra alguém

Aconteceu quando eu tinha 07 anos. Tinha acabado de sair da pré-escola, e estava na primeira série do ensino fundamental (antes dessa bagunça toda de "primeira série / segundo ano"). Fui a uma festa de aniversário da minha melhor-amiga-do-pré, que estava agora estudando em uma escola diferente da minha. Ela ainda era minha melhor amiga, e eu fui pra festa com toda expectativa que uma criança tem ao ir na festa de aniversário da melhor amiga. Chegando lá ela veio abrir a porta, e eu percebi um sorriso empolgado transformado em um sorriso amarelo de frustração. "Que bom que você veio!", ela disse. Eu entrei, e logo pensei que fosse só impressão minha.
No entanto, logo quando entrei na sala da casa dela, o primo (ou pai, ou irmão, ou tio, não me lembro) disse "Ah, que bom! A amiga que você estava esperando chegou!". E a resposta dela foi "Não, não era essa não...". O primo/irmão/pai/tio repreendeu, e ela logo tentou se redimir "Ah, mas eu queria muito que a Isabela viesse também!"

É estranho pensar que eu me lembro disso até hoje. Treze anos depois daquela festa de aniversário, ainda ouço claramente o "Não é ela não...".
Essa semana me mudei para um acampamento, onde ficarei durante todo o verão. Ao entrar no meu quarto (que vou dividir com uma menina que ainda não chegou) tinham três bilhetes em cima da mesa. A menina que veio me mostrar o quarto olhou-os, fez uma cara estranha e largou-os lá. Depois que ela foi embora eu li, e não eram pra mim. Os três bilhetes diziam "boas vindas" a minha roommate (que ainda não chegou).

Ontem uma das meninas veio me pedir desculpas, disse que elas não sabiam que eu chegaria agora, e por isso não fizeram bilhetinhos pra mim.

Eu sei que elas não fizeram por mal. E também sei que a minha amiga era apenas uma criança de sete anos e não queria me magoar. Mas esses acontecimentos simplesmente me mostram o quanto eu me importo, e o quando é bom ser especial pra alguém. O quanto é bom ser a pessoa "esperada" na festa, no acampamento, ou em casa mesmo. Aquela velha história de que o cachorro é o melhor amigo do homem, porque sempre vem correndo à porta lambê-lo quando ele chega exausto do trabalho. As pessoas dizem que ele é o melhor amigo simplesmente porque sentem falta de um amigo - humano - que faça isso.
E por mais que você seja bem-resolvida (o que não sou), independente (o que não sou) e auto-suficiente (o que não sou), penso que sempre vai existir um buraco a ser preenchido. Com um simples "boa noite", "bom dia", "sinto sua falta". Mas palavras sinceras, não robóticas. O bom dia do atendente da loja não conta: ele não se importa se você realmente está tendo um bom dia (aliás, se importa, porque quanto melhor seu dia, mais você vai gastar ali).
Um abraço, um beijo, uma conversa sem motivo algum. Conversar é o motivo. Falar, saber que a pessoa está ali para te ouvir, para falar com você sobre como o céu está cinza ou sobre como o tomate está caro. Alguém que te conte como foi o dia, mesmo que tenha sido a mesma rotina de sempre: sempre tem um café ou um tropeço a mais.

Alguém que perceba quando você não está nos seus melhores dias, e saiba te abraçar ou apertar a sua mão se perceber que você não quer falar sobre o assunto. Ou que saiba te ouvir por horas se for necessário. E alguém por quem você faria o mesmo. Alguém que não te canse, mesmo que você fique ouvindo sobre a mesma história por três horas. Alguém que olhe nos seus olhos e saiba exatamente o que seu sinal significa, e vice versa.

Às vezes a gente só precisa ser esperado na festa, ou bem vindo no acampamento.
Ou às vezes a gente só precisa de um abraço apertado, e alguém pra dizer que está tudo bem.